A juventude se congela em fotografias descoloridas pelo tempo. Talvez em preto e branco, a nossa face, a nossa tez, o nosso sorriso, o nosso riso, a nossa vergonha, a timidez ficaram ali em permanente imagem da eterna juventude que só os instantâneos podem permanecer. Lembro das pernas grossas de Aurora Miranda no calçadão de Copacabana, ao lado da irmã mais famosa, a Carmem. Aquelas pernas, aliás coxas, preenchiam todo o espaço daquela fotografia. Talvez década de 30 ou 40 do século passado. Mas hoje, aquelas pernas e aquelas coxas são apenas ossos amarelados numa cova de cemitério qualquer. Só ficou a imagem congelada naquela fotografia. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Impressões de leitura de "Hollywood" de Gore Vidal

Meus Verdes Anos de José Lins do Rego: impressões de leitura.